| Os estrogênios
são hormônios esteróides caracterizados pelo número
de átomos de carbono (18) e a presença de um anel fenólico
(o primeiro, ou A), donde sua denominação de fenolesteróides.
O primeiro método de dosagem servia-se da Reação de Allen-Doisy (1922), isto é, a resposta do esfregaço vaginal de camundongas ooforectomizadas. Foi suplantado por métodos químicos apoiados na reação de Kober (cor rosa desenvolvida por ácido sulfúrico em presença de fenol e água). O primeiro trabalho amplo de aplicação clínica surgiu com o método de Jayle (1949), titulando fenolesteróides totais. Entretanto, a utilização de processos cromatográficos permitiu a dosagem em separado dos três estrogênios principais, estrona, estradiol e estriol, como nos métodos de Brown (1955) e Preedy-Aitken (1957). Toda esta metodologia destinava-se basicamente a extratos obtidos da urina de 24 horas e diversas tentativas de aplicá-las ao sangue resultaram infrutíferas, com resultados não confiáveis. O fracionamento
obrigatório dos estrogênios tinha o caráter de um refinamento
do método de dosagem pois, em verdade, o comportamento dos três
mencionados é estritamente paralelo em condições normais
e patológicas na mulher não grávida.
A introdução dos métodos de radioimunoensaio permitiu, finalmente, a dosagem de estrogênios no sangue. Todavia, dado o hábito adquirido do tempo da dosagens urinárias, é frequente a procura de titulação simultânea dos três estrogênios. Em nossa opinião não existe uma indicação real para uso propedêutico rotineiro da tríplice dosagem. Os problemas da área ginecológica envolvendo estrogênios resolvem-se tão somente com a dosagem do mais ativo do ponto de vista da atividade biológica, o estradiol. Por outro lado, na gravidez toda importância clínica é assumida pelo estriol, dado obrigatório nos protocolos da gestação de alto risco.
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